A descoberta
Tudo começou no dia em que a menstruação não apareceu, aí eu pensei "será que foi desta?", mas havia sempre a incerteza, pois já tinha acontecido antes e nunca deu em nada.
Foi no mês de dezembro, em que eu já não me sentia mais a mesma, subitamente sentia-me com muita azia, triste, irritada, tonta, exausta, sem fôlego para não falar na fome, sim porque eu queria comer este mundo e outro mais que o normal.
Eu continuava a sentir-me daquela maneira, e a bendita sem aparecer, foi então que em janeiro, que o papá comprou um teste, eu sempre naquela que não seria nada, mas ele já todo radiante com a certeza que tu estavas aqui. Foi no dia em que fomos a Serra da Estrela, o dia em que escolhemos usar o teste para ter a certeza da tua existência, eu tremia a medida em que os dois tracinhos apareciam no teste e o papá sorria de alegria quando lhe expliquei o que os mesmos significaram.
Foi um dia feliz, acabamos de empacotar as nossas malas e lá fomos os três até ao cimo da montanha, enquanto nós mesmos já tínhamos chegado as nuvens muito antes. Foi uma viagem difícil, pois apesar de não ter enjoos, não foi fácil curva contra curva durante um longo período de tempo. Aproveitamos muito bem a nossa estadia, e comecei a lembrar-me de todos os cuidados que tinha que ter, especialmente com a alimentação, pesquisei tudo e mais alguma coisa para ter certeza que não te ia perder.
Depois daquele fim de semana longe de tudo e todos , eu e o papá decidimos que só íamos ao médico saber se estava tudo bem contigo e depois sim contar as pessoas mais próximas, os avós e os tios.
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